Centrais se reúnem para ajustar detalhes da Manifestação de 10 de Novembro

Representantes das seis centrais sindicais brasileiras estiveram reunidos, no dia 26, na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo. O encontro aconteceu para definir detalhes da Manifestação que as entidades realizarão em 10 de novembro.

Intitulada “Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Direitos”, a manifestação, que acontecerá um dia antes de entrar em vigor as mudanças na Legislação Trabalhista, terá como objetivo informar a sociedade sobre os efeitos da dessa ação promovida pelo governo federal.

Os sindicalistas estão desenvolvendo cartilha explicativa e realizarão, a partir da próxima semana, panfletagem na porta de estabelecimentos comerciais, em fábricas, estações de metrô, pontos de ônibus, entre outros locais para alertar o maior número possível de trabalhadores que, muitas vezes, ainda não têm noção do que está por acontecer.

“É fundamental que a sociedade saiba o que esses parlamentares fizeram, venderam a preço de banana a mão de obra do povo brasileiro, basta ver os anúncios de vaga de emprego para o fim do ano, enfatizando a contratação de forma intermitente e no valor de R$ 4,45 por cinco hora diárias, ou seja, mesmo que a pessoa trabalhe todos os dias do mês ela receberá R$ 667,50. Se descontarmos sábado, domingo ou algum feriado em que essa pessoa não trabalho esse valor cai para R$ 578,50”, explica Ricardo Patah, presidente nacional da UGT.

Ricardo enfatizou que a nova lei é imoral e inconstitucional, já que o a Constituição Federal em seu artigo 7º inciso IV assegura o “salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”.

O presidente ugetista ressaltou também que o governo continua enganando a população ao afirmar que a nova Lei não retirou direitos constitucionais, como férias e 13º salário. “Eles nem precisaram, da forma que fizeram os trabalhadores, a partir de agora, além de receberem menos que um salário mínimo, não terão direito a esses benefícios. Outro fator preocupante é em relação ao recolhimento para o INSS que será comprometido, o que irá potencializar o argumento deles de que o sistema previdenciário brasileiro é deficitário”.

“Essa nova Lei foi cirurgicamente redigida para atender unicamente aos interesses de quem tem a finalidade de explorar ao máximo a mão de obra barata, retirando do seu caminho até a representação sindical dos trabalhadores, assim todos terão de aceitar o que lhes for imposto sem poder procurar seus direitos. É uma inversão de papeis, o estado deixa de proteger os mais fracos, que são os trabalhadores e as pessoas em estado de vulnerabilidade, para atender somente aos interesses da do capital, por isso que é tão importante essa manifestação do dia 10 de novembro”, conclui Patah.

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